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A tecnologia a favor do acolhimento materno

Só quem é mãe, e está nesse mundo materno maluco, sabe o quanto a gente fica atormentada quando um filho nasce. O bebê chorou! O que será agora? Será que é fome, será que está com a fralda limpa? Os serás são muitos, as dúvidas nem se fala. Será que estou fazendo certo? Por mais que o bebê seja um relógio e mame, na melhor das hipóteses de três em três horas, os três primeiros meses são no mínimo complicados, e a ajuda da mãe, da irmã, da avó, da sogra, da melhor amiga neste período é mais do que bem vinda. 

Se eu começar a contar aqui sobre este período vocês vão dizer que eu to mentido. Minha madrinha, quando o João Henrique nasceu, brincou comigo que eu não tinha nenhum pecado para pagar, pois meu filho era calmo. Mamava de três em três horas, dormia, não tinha cólica – a única coisa que ele tinha eram os benditos gases, mas que depois que eu descobri como administrar, era uma maravilha.

Era como se não tivesse bebê recém nascido em casa. Meu baby esquilo começou a dormir a noite toda com dois meses – sim, tínhamos e ainda temos uma rotina com ele à noite e não abrimos mão, mesmo quando ele dorme na casa dos avós. E ele tem 2 anos já… porém a rotina não mudou.

Mas eu falei, falei, falei e não cheguei ao ponto central do post, as redes de apoio que eu ganhei desde que o João Henrique nasceu, mesmo ele sendo um bebê tranquilo. Pois se eu dissesse que mesmo ele sendo tranquilo eu não me cansei emocionalmente e fisiologicamente eu estaria falando a maior mentira. Bebês, mesmo calmos, cansam. Nós mães os amamos muito, mas cansamos. Ninguém contou que a gente não é uma “boa pessoa” com sono, apenas nos diziam dorme enquanto tu pode. Quando eu ouvia pensava: “se isso é conselho que se dê, né?”

Eu consegui passar por este período de tormenta inicial, ou seja, o primeiro mês,  com o apoio da minha mãe e da minha irmã, que fez um intensivo e só não amamentou o João Henrique pois não tinha leite. Eu digo pra ela, madrinha é pra essas coisas! Alô Dona Márcia e Mariana! Minha sogra nos finais de semana ficava também com ele para que eu e meu marido pudéssemos dormir. Beijo Vânia!

Ainda quando eu estava grávida descobri que várias amigas, várias não… mas umas cinco, iriam ter filhos na mesma época. E eles se tornaram irmãos de barriga. E aí, usei a tecnologia a meu favor, criei um grupo no WhatsApp nominado “Mamães” para trocarmos ideias, aflições e nos manter acordadas na mamada das três horas da manhã. O grupo começou com cinco mães, hoje somos em um pouco mais, mas viramos meio que mosqueteiras. Uma por todas, e todas por uma. Entrava uma mamãe grávida, acompanhávamos a gestação, o nascimento e daqui a pouco estaremos todos no primeiro aninho apagando as velas do parabéns! As pessoas mudam, o grupo de WhatsApp se reconfigurou. Hoje, ajudo minha prima, minhas amigas da época em que morava em São Paulo. A distância não nos separou… a maternidade e a tecnologia nos uniu. Aprendi com a maternidade que precisamos nos unir e não nos distanciar e julgar. Julgamentos já basta os nossos internos, que a gente tem de mooooooooooonte!

E para espalhar o amor, dividir as nossas angústias, medos e pequenos prazeres tenho um grupo de apoio, o Papo de Mãe no Facebook. Aprendo todos os dias com os relatos, me emociono com as histórias das mães. O que me deixa muito feliz e orgulhosa. Pois é isso que precisamos: acolhimento, amor e ajuda.

E aí, mamães, como foi esse momento pra vocês? Como foi o apoio? 

beijos, com carinho!

Verô

Verônica Muccini

Verônica Muccini é jornalista, mas brinca que tem a alma de Relações Públicas, porém foi na maternidade que descobriu o seu maior desafio. Divide as suas angústias, conquistas e trapalhadas com o pequeno João Henrique aqui no Depois da Chegada.

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