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Alerta: grávidas devem manter tratamento para asma durante a gestação

Aqui no Rio Grande do Sul o inverno está super rigoroso. Com isso aumentam os casos de asma, em crianças e nos adultos, porém é durante a gestação que deve-se ter um cuidado redobrado. A asma é uma doença que mata três pessoas por dia no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, e pode fazer com que os bebês nasçam prematuros e com peso abaixo do normal. É super comum que as grávidas asmáticas interrompam o tratamento durante os 9 meses, este é um dos muitos mitos que cercam sobre esta doença.

Para alertar as mulheres e futuras mamães a Iniciativa Global Contra Asma no Brasil (Gina do Brasil) está lançando uma campanha de esclarecimento para erradicar as mortes provocadas no País. “São mortes que poderiam ser evitadas”, afirma o pneumologista do Hospital das Clínicas Rafael Stelmach, coordenador da GINA, e um dos principais especialistas no assunto no Brasil.

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Segundo o pediatra Paulo Camargos, da Gina do Brasil, 70% das grávidas asmáticas continuam apresentando sintomas doença durante a gestação. Nesses casos, o tratamento deve ser mantido. “Os remédios são altamente seguros para o feto”, afirma. O risco está justamente em não manter o tratamento. “Caso a asma não esteja bem controlada, os bebês podem nascer com baixo peso ou prematuras”.

A principal arma para se combater as mortes é a divulgação de informações corretas sobre a doença, que atinge 20% da população brasileira. Um dos mitos sobre a doença é que se deve tratar a doença somente em casos de crise. Pode ser tarde demais. Como a asma é uma inflamação crônica das vias respiratórias, o tratamento preventivo é fundamental para evitar as mortes.

Alguns mitos e verdades sobre o tema:

“Está em nossas mãos conscientização sobre a doença”, afirma Stelmach, repetindo o mote da campanha. Para alertar a população em geral, e a classe médica em particular, a GINA está lançando, ao longo de cinco meses, uma série de vídeos informativos, posts, gif e tesaers que podem ser acompanhados pelas redes sociais da organização.

Abaixo algumas perguntas e respostas sobre a doença!

O que é asma?

Asma é o nome científico para uma inflamação crônica das vias respiratórias. É uma doença que não tem cura pela sua origem alérgica e familiar; por isso, precisa ser acompanhada e tratada por toda a vida do paciente.

Quais são os principais sintomas?

Os principais sintomas são a falta de ar, chiado no peito, aperto no peito, tosse seca ou repetida. Muitas vezes, pode ser confundida com gripes mal curadas ou bronquites simples.

O que causa a asma?

A doença não tem uma causa única. Mas pode ter origem alérgica (ácaro, perfume, mofo, poluição pode agravar os sintomas) e familiar (se algum parente for diagnosticado comasma, as chances de alguém da família ter a doença é maior). “Há casos de asmáticos que nasceram com a doença, mas só descobrem na vida adulta”, afirma o pneumologista Rafael Stelmach.

Asma tem cura?

Assim como diabetes, a asma não tem cura. O mais comum é o paciente ter a doença e não saber. Por isso, é importante fazer o diagnóstico quanto antes para realizar o tratamento adequado. Três pessoas morrem por asma no Brasil todos os dias.

Quais são os tratamentos?

A asma é tratada de acordo com sua gravidade (leve, moderada e grave). Os casos mais graves são pessoas que sentem os sintomas da doença de forma persistente, ao menos uma vez por semana. Nesses casos, recomenda-se o uso de antiinflamatórios (classe dos corticóides), que geralmente também são administrados em forma de bombinha. Já os pacientes com crises esporádicas só necessitam controlar os sintomas com os broncodilatadores, que são contra-indicados para pessoas com doença cardíaca. Sempre consulte seu médico, pois o tratamento necessita de acompanhamento.

Bombinha mata?

Existe o mito de que as bombinhas podem matar os pacientes. O que existe é o uso incorreto delas, pois existem diferentes tipos de bombinha (veja resposta acima). “O que mata é o tratamento incorreto ou a falta de tratamento”, afirma o pneumologista Alberto Cuckier, do Hospital das Clínicas.

O asmático pode ter vida normal?

Há o mito de que o asmático não pode praticar atividade física pois pode ter uma crise. Se o paciente fizer o tratamento adequado, ele pode ter uma qualidade de vida praticamente normal, chegando inclusive a ser um atleta olímpico, como os nadadores Gustavo Borges e Fernando Scherer.

Grávidas podem tomar remédios?

A asma não poupa nenhuma das idades e nem os ciclos da vida. Em 70% dos casos, as grávidas que já eram asmáticas, continuam com os sintomas da doença durante a gestação. “Caso a asma não esteja bem controlada, os bebês podem nascer com baixo peso ou prematuras”, afirma o pediatra Paulo Carmargos. As grávidas podem continuar usando os medicamentos, que praticamente não apresentam riscos para o feto.

Qual a relação da asma e rinite?

Geralmente, a rinite (inflamação na mucosa do nariz) e a asma estão associadas. Cerca de 80% dos asmáticos tem rinite (causa, espirros, coceira no nariz, obstrução nasal e secreção). As duas doenças são inflamatórias e tem causas parecidas. “Quem não tratar a rinite pode agravar a asma”, afirma o alergista Fábio Morato Castro, do Hospital das Clínicas.

Asma piora no inverno?

Tempo seco, aumento da umidade, poluição podem irritar os brônquios de portadores de asma. No Brasil, mesmo no Norte e Nordeste, o período de outono e inverno, de abril a setembro, mostra um aumento das internações e mortes por asma. “É recomendável fazer uma visita ao médico para ajustar o tratamento para esta época do ano”, afirma a pediatra Zuleid Dantas Mattar.

Fonte: GINA no Brasil

Então futuras mamães e mamães, vamos cuidar da nossa saúde, que o que mata é a desinformação e a negligência ao tratamento. Gravidez e asma, podem “andar” juntas, desde que estejam bem tratadas. Como diz a campanha “Está em nossas mãos”. Dia 21 de junho, foi o dia Nacional de Combate à Asma, vamos compartilhar esta informação e ajudar a salvar vidas.

Beijos! Vê

Verônica Muccini

Verônica Muccini é jornalista, mas brinca que tem a alma de Relações Públicas, porém foi na maternidade que descobriu o seu maior desafio. Divide as suas angústias, conquistas e trapalhadas com o pequeno João Henrique aqui no Depois da Chegada.

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