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Amamentar filhos adotivos? Sim, é possível! A Ângela conseguiu

Aconselho você a pegar um lencinho antes de começar a ler esta história. Tenho certeza que você irá se emocionar. Muito! Agora, vamos lá… a realidade brasileira de crianças para adoção é um tanto quanto de nos deixar tristes. Mas, inversamente proporcional e talvez até o dobro é a vontade e o amor de mulheres que por um motivo ou outro não puderam gerar uma vida, mas querem – muito – serem mães, pais. Terem uma família.

A Ângela Dalmoro, de Passo Fundo tinha este sonho. Ter uma família e claro: filhos. Até que seu menino chegou, lindo saudável depois de uma longa fila de espera. Mas o sonho de Ângela não tinha chego ao fim, ela queria amamentar e sabia que com orientação ela iria conseguir. Não desistiu, foi atrás de profissionais para lhe ajudarem, e ela conseguiu. Está amamentando o seu filho adotivo David!  <3

Seria só mais uma mamãe amamentando, se eu não te contasse que David é filho adotivo. E que a Ângela está conseguindo o amamentar!

Ângela conta super emocionada que já havia lido algo sobre mães adotivas conseguirem amamentar e dar o peito. Mas não havia conhecido nenhuma ainda que o tivesse conseguido. Foi aí então que ela procurou a ajuda da nutricionista Priscila Scariot Pitt, e com a sua ajuda conseguiu descobrir o prazer que é alimentar seu filho e todas as nuances e trocas que existem. A conexão mágica do aleitamento materno.

“Na primeira consulta a Pri me orientou que com estímulo natural a sucção, ingestão de chás e alimentos mais específicos, muito empenho e além de tudo e acima de qualquer coisa muito amor era possível. Segui todas as orientações e acreditei tanto que no quarto dia comecei a produzir leite, uma pequena quantidade é claro, mas sei que qualquer pouquinho será benéfico para o meu filho. Sei também que eu não seria menos mãe se não amamentasse, mas era um desejo meu. Queria tanto fortalecer o vínculo mãe e bebê e graças a orientação que tive hoje estou realizada gerando o sustento para uma vida, experiência linda que não tem preço!”, conta a mamãe.

Priscila contou que foi uma experiência única em sua carreira e que como mãe sabe o que significa este ato. “Amamentar é sublime. amamentar é se doar… é uma entrega, onde você se doa de corpo e alma a um ser que depende exclusivamente de ti”. A profissional conta que no início especialmente não é fácil, por isso há que se ter persistência e paciência. “Sempre digo que ainda prefiro acordar 4 vezes por noite pra amamentar do que ter que levantar pra cuidar de uma febre por exemplo, algo que a Júlia por sinal nunca teve”, brinca Priscila.

Priscila amamentando a sua Júlia… <3

Priscila contou que com a Ângela utilizou apenas o método convencional, ou seja, estimulo à sucção e pediu que a mamãe se dedicasse exclusivamente ao David, para que assim liberasse o hormônio do amor. A nutricionista também regrou alguns alimentos e orientou a Ângela à comer de forma mais saudável, que aumentasse a injesta de líquidos como chás e muita água. E vilà, em menos de uma semana o que seria impossível aconteceu, a mamãe Ângela estava amentando o seu David.

Lindo, né gente?! E ainda dizem que as coisas são difíceis. Linda história de superação! Parabéns para a mamãe e à profissional. Com certeza procurar informação fez toda a diferença.

Beijos, com carinho!

Verô Muccini

Verônica Muccini

Verônica Muccini é jornalista, mas brinca que tem a alma de Relações Públicas, porém foi na maternidade que descobriu o seu maior desafio. Divide as suas angústias, conquistas e trapalhadas com o pequeno João Henrique aqui no Depois da Chegada.

  • Gabriela

    Nossa que história linda! Que Deus abençoe está nova mamãe e seu bebê!
    Obrigado Verônica, adoro ler teu blog!

    28 de março de 2018 at 03:35 Responder

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