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Confraria da gestante: Os cuidados hospitalares com o recém nascido


Quem está grávida, ainda mais de primeira viagem, sabe que informação nunca é demais. Afinal, a gravidez nos transporta a um mundo novo e quanto mais coletamos e filtramos as informações melhor para saber o que funciona pra gente.

Por isso, eventos como a Confraria da Gestante, que aconteceu ontem em Passo Fundo, são tão importantes. Saber o que profissionais como pediatras, fisioterapeutas, enfermeiras e psicólogas tem a nos dizer sobre maternidade é muito bom para formarmos a nossa opinião com mais segurança sobre diversos assuntos.

E pra quem não teve a oportunidade de estar lá para ouvir, o blog selecionou alguns tópicos que acreditamos serem bem importantes para quem está grávida – e cheia de dúvidas! Começando pelos cuidados hospitalares com o recém-nascido apresentados pela pediatra Mariane Boeira.

Afinal, o que acontece na sala de parto?

Segundo um documento do Ministério da Saúde os profissionais responsáveis pelo parto deverão alimentar (no caso, colocar o bebê para mamar na mãe), hidratar, proteger, aquecer e fornecer apoio e segurança ao recém nascido.

Para evitar um grande choque térmico para o bebê, a sala de parto deve estar numa temperatura mais alta. Por isso se você achar que está muito quente, lembre-se que isso é para o conforto do seu bebê.

O bebê começa a respirar nos primeiros 30 segundos após o parto. E nem toda a criança chora ao nascer!

O corte do cordão umbilical pode acontecer na hora ou nos primeiros minutos após o nascimento. Uma nova pesquisa feita pela Universidade do sul da Flórida, nos Estados Unidos, mostrou que esperar o cordão parar de pulsar para cortá-lo pode garantir a transferência de células-tronco, em um processo conhecido como transplante natural. É importante conversar com seu médico sobre o assunto.

Depois do corte do cordão é a vez do pediatra avaliar os batimentos cardíacos, a cor da pele, o tônus muscular e os reflexos do bebê.

O teste de APGAR é feito no primeiro e no quinto minuto do recém nascido. De 8 a 10 é considerado ótimo e de 6 a 7 o bebê pode necessitar de algum cuidado especial.

Após são feitas as medidas: peso, comprimento, perímetro encefálico e toráxico.

Na primeira hora de vida um dos objetivos é que o bebê mame. Isso proporciona um apego à mãe e a liberação do hormônio da oxitocina. Em média, o recém nascido leva entre 10 a 20 minutos para conseguir pegar o seio.

Outro fator a considerar com seu médico é a questão do banho do bebê. Na maioria dos hospitais o banho é dado nas primeiras horas. Mas existem diversas razões para você não deixar que façam isso. Durante a vida intrauterina, o vérnix protege a pele do bebê, impermeabilizando e fazendo uma barreira contra ações bacterianas. Após o nascimento ele continua proporcionando proteção ao bebê portanto exceto em situações específicas, ele não deve ser retirado. O banho é aconselhável somente depois de 12 horas após o nascimento.

Alguns testes são feitos ainda na maternidade:

Teste da linguinha: para verificar se o bebê tem o freio da língua curto, o que pode dificultar na amamentação.

Teste do olhinho: para verificar o nervo ocular.

Teste do coraçãozinho: 24h a 48h após o nascimento.

Teste do pezinho: É importante fazer o teste do pezinho em todos os bebês recém-nascidos, uma vez que as doenças identificadas pelo exame não apresentam sintomas no nascimento e, se não forem tratadas cedo, podem causar sérios danos à saúde.

> esperamos que essas informações sejam úteis e deixem você mais segura para a hora do parto 🙂

Nati Grazziotin

Nati Grazziotin sempre sonhou em ser mãe e hoje espera o primeiro filho. Ama blogs, já escreveu para o Moça Fresca e atualmente é editora do Minimallista. Aqui no Depois da Chegada vai dar seus pitacos sobre esse novo mundo da qual começou a fazer parte.

  • Angela

    Oi Nati e Vero!

    Ainda não sou mãe, e minha gravidez ainda está em fase de planejamento (muito planejamento), mas o assunto parto sempre me interessou. Nos últimos dias li uma notícia de que as Doulas foram proibidas de atuarem em salas de parto aqui de Porto Alegre, e venho discutindo com meu namorado/futuro marido a questão do Parto Humanizado (eu extremamente a favor, e ele extremo contra – especialmente por ser da área médica). É claro que assim que eu engravidar buscarei profissionais para me orientarem quanto ao meu parto (ginecologista/obstetra) mas ao meu ver passar pela experiência de um parto natural está cada dia mais difícil para a mulher.

    Não faz muito tempo li dois relatos lindos e emocionantes; o da Lu Ferreira (vc deve conhecer, o do Chata de Galocha) e o da Mariana Ferrão (apresentadora do Bem Estar); ambas optaram por parto humanizado com Doula em ambiente hospitalar.
    Como está sendo esse momento pra ti, Nati? E como foi pra ti, Vero?

    Parabéns pelo blog, gurias! Beijos

    4 de abril de 2016 at 21:09 Responder

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