to top

Fotografia 24 horas, a vida despida perante as câmeras

Li essa definição de fotografia documental e simplesmente é a mais pura verdade:

“A fotografia documental é investigativa, de olhar atencioso e comprometido com a história que espera para ser contada através do registro fotográfico. É um trabalho geralmente repleto de uma poesia e delicadeza. O quanto de uma alma você pode saber em uma imagem? Este gênero fotográfico te entrega alma, histórias, vidas despidas perante as câmeras.”

Duas semanas atrás recebemos aqui em casa os fotógrafos Kelly Schmidt e o Márcio Prestes, lá de Pelotas para fazerem uma sessão de fotos da nossa família. Eles chegaram de mansinho e nos conquistaram. Foi engraçado pensar que passamos um final de semana todo quase sem pegar no celular, mas conectados com o que realmente importa. E falo por mim que trabalho com o aparelhinho, logo confesso que sou meio viciadinha. Passamos o final de semana emergidos em um olhar de profunda gratidão e para a família.

Os conheci em um congresso de fotografia em Porto Alegre, e eu e a Kelly permanecemos em contato. Até que chegou o grande dia! A Kelly e o Márcio fotografam casamentos, e também desenvolvem um olhar da fotografia que é a “fotografia 24horas”. Ou seja, eles passam o dia, ou mais tempo, na casa da família, dormem lá e capturam tudo. E tudo significa as broncas, os perrengues, os cabelos descabelados, as olheiras, a bagunça, o ovo que queimou (sim, isso aconteceu aqui em casa.. hahaha..), a chegada do papai cansado de viagem depois de uma semana longe de trabalho, a bagunça no banho. T-U-D-O!

Como temos vários núcleos familiares organizamos momentos especiais com cada núcleo. Um almoço especial para reunir a família na casa da bisa, um jantar para celebrar na casa do meu sogro e o almoço no outro dia para comemorar com a família dos meus pais. Foi algo mágico! Conectar com a família. Ver o João tão feliz e faceiro, brincando. Tomando banho de chuva e brincando com os primos foi algo mágico. Saber que aquelas fotos ficarão para a nossa família daqui a 10, 15, 20 anos. Que olharemos o nosso álbum de fotos em família e teremos aqueles momentos retratados de forma tão ingênua, pura e sem máscaras. Tivemos as fotos posadas? Tivemos sim! Com toda a família inclusive! Pois isso também faz parte, mas o que valeu foi ver a alegria do encontro, a alegria do despir-se perante a câmera e não saber o que virá como resultado. Mas saber que ele virá puro e cheio de amor. De celebrar o encontro, de celebrar o que realmente importa: a nossa família. Aqueles que estão ao nosso lado, que estão conosco em todos os momentos.

Nosso verdadeiro tesouro! <3

A Kelly me encaminhou algumas fotos, apenas para que tenhamos o gostinho do que foi o final de semana mágico. Afinal, não é nada fácil você abrir, escancaradamente a sua casa, o seu coração e o seu íntimo para ser fotografado. Pois, querendo ou não, a sua essência se mostrará. E é isso que vale! <3 Mas tenho que dizer que valeu super a pena, e que quero fazer uma vez por ano! Pois são as memórias que ficam no papel.

Assim que a Kelly me mandar as fotos vou mostrar aqui o resultado, mas por enquanto vai uma palhinha!

Espero que tenham gostado!

beijos, com carinho!

Verô Muccini <3

Verônica Muccini

Verônica Muccini é jornalista, mas brinca que tem a alma de Relações Públicas, porém foi na maternidade que descobriu o seu maior desafio. Divide as suas angústias, conquistas e trapalhadas com o pequeno João Henrique aqui no Depois da Chegada.

  • Kelly

    Que delícia ler esse post! Realmente é uma experiência maravilhosa, de entrega, de vida real, de como acontecem as situações. São fotos que, para nós, completam o ser, a alma, o espírito (como quiserem!). E não, não é clichê, e também sejam fotos para guardar para si, como já ouvimos de algumas pessoas, e eu me peguei pensando nisso. A fotografia documental de família é intimista, carinhosa. Porque vai mexer lá no fundo do seu coração. Pode acreditar!
    Vê! Obrigada pelo carinho que recebemos!
    P.S: Tô ansiosa pra terminar as fotos e te mandar!

    Beijão e abraço carinhoso,
    da Kelly e do Marcio

    13 de dezembro de 2017 at 15:16 Responder

Deixe o seu comentário...