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Meu nome é Keren e “Eu venci a trombofilia”

Vamos com uma história de superação e muitas picadas? Hoje dou início à uma coluna especialmente pensadas para aquelas mamães, ou futuras mamães que venceram a trombofilia. E a história de hoje vem lá de Minas Gerais, da Keren, que quem com muito amor, dividiu comigo a sua luta, sua alegria e sua vitória!

“Olá, meu nome é Keren tenho 33 anos e sou de Contagem (Minas Gerais). Tive uma Trombose Venosa Profunda (TVP) aos 21 anos de idade. Fiz tratamento por muito tempo com angiologista e hematologista, o mesmo solicitou a pesquisa genética e deu alteração no fator V de Laiden.

Fui orientada ao engravidar tomar as doses de heparina diariamente. O tempo passou, casei e resolvi ter um filho. Muitos médicos e até mesmo meus amigos e familiares falaram que era um risco. Mas quem dá a vida é Deus, coloquei nas mãos dele. Engravidei super rápido e comecei as aplicações (consegui pelo SUS sem nenhuma complicação), logo no início.

Procurei um obstetra de risco e fazia o Pré-Natal a cada 20 dias. Tive uma gravidez super tranquila, na reta final as 38 semanas, passei mal e fui a maternidade. Chegando lá me examinaram e me falaram que não estava em trabalhado de parto mas que se desse alguma alteração no US seria feito o parto. Fiz o US com doppler e deu que minha filha estava com baixo peso para a idade gestacional, fizeram o parto de emergência. Minha pequena nasceu no dia 23/05/2013 com 42 cm pesando 1,800. Graças a Deus não aconteceu o pior porque Deus estava cuidando, lembro que o obstetra que fez a Cesariana falou que eu fui na hora certa, não tinha líquido e ela não estava sendo nutrida. Deus foi fiel.

Ficamos 9 dias para a minha pequena ganhar peso. Graças a Deus deu tudo certo. No fim foram 476 injeções de heparina. Agora pretendo arrumar um irmão para minha pequena e já procurei um obstetra de alto risco e conversando com dr Maurílio. Vi que meu pré Natal não foi feito de forma correta. Mesmo a médica estar ciente do quadro de trombofilia. É necessário fazer o doppler durante a gravidez é ele que acusa se o feto está sendo nutrida e as condições do líquido aminótico.

Quem tem trombofilia os riscos de perda são no começo é no final da gestação. Mas enfim deu tudo certo. Minha filha Érika está com 4 anos, cheia de saúde e muito inteligente. Espero ter ajudado.”

Erika, hoje com 4 anos! <3

Keren, obrigada por dividir conosco a sua história e ter a coragem de abrir o coração, mesmo com informação, as vezes o nosso sexto sentido não falha, e graças a Deus tudo deu certo com a Erika! Os US com doppler devem ser feitos em todo o período da gestação, para controlar o fluxo sanguíneo para o bebê, e os coágulos (caso existam) na placenta.

E você? Quer dividir a sua história de superação conosco?

Beijos com carinho!

Verô!

Verônica Muccini

Verônica Muccini é jornalista, mas brinca que tem a alma de Relações Públicas, porém foi na maternidade que descobriu o seu maior desafio. Divide as suas angústias, conquistas e trapalhadas com o pequeno João Henrique aqui no Depois da Chegada.

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