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Nasce uma mãe, nasce o amor também?

Olá pessoal, tudo bem por aí?

O post de hoje é muito especial, e tem uma novidade, a partir de agora a Brunna Guareschi, que é antes de tudo mãe da Martina, graduada em Direito, com formação em Coaching pelo Instituto Brasileiro de Coaching e estudiosa da Neurociência será nossa colunista. E vai tratar muitos e muitos assuntos… e o primeiro deles é sobre ser mãe. Quando o bebê nasce, nasce com ele – obrigatoriamente – o amor? A Brunna conversa sobre isso.

Olá meninas, tudo bem?

É com muita felicidade que estou aqui para trocar experiências com vocês! Espero que possamos nos ajudar e que vocês recebam meu amor e carinho, mesmo que a distância. 

Então, meu primeiro assunto não poderia ser outro que não a maternidade real, uma vez que faz parte de mim, mesmo antes do nascimento da Marti e que há muita necessidade em ser discutida, com respeito, sempre.

Tive uma gravidez maravilhosa. Se disser pra vocês que enjoei ou senti azia, estou mentindo. Nadica de nada. Nem a bexiga pesou naqueles últimos dias, graças a Deus. Queria muito parto normal, pois sabia que tanto para ela quanto para mim, haveriam vantagens futuras e tudo estava se encaminhando pra isso. Martina encaixada e dilatação acontecendo, viva!

Sonhava com o rostinho dela, com ela nas roupinhas, com os passeios, com os sorrisos, com ela mamando, enfim tudo que fosse bom e positivo. Acho que todo mundo aqui só pensava em coisa boas durante a gestação né? Só que esse foi o meu erro, sabem porquê? Porque informação é tudo, seja ela boa ou ruim, principalmente quando o assunto é maternidade.

Se nós mães não nos informarmos sobre o que acontecerá conosco após o nascimento dos nossos tesouros, como saberemos como lidar e receber ajuda dos outros? Aquilo que já é difícil acaba se tornando um tormento. 

Meu trabalho de parto foi dificílimo e no final das contas pedi uma cesárea porque sentia que ia desmaiar de dor a qualquer minuto e não aguentava mais o sofrimento. Não era isso que sonhava pro nascimento da minha filha! A realidade estava batendo na minha cara, ops, na minha porta a partir daquele momento.

Fui pra cesárea meio “grogue” já e sequer lembro de como foi. Apenas lembro da Marti chorando e eu chorando junto, de alívio, não de emoção. Meu marido a colocou no meu braço e lembro de olhar pra ela e só querer dormir, descansar. Minha frustração começou no momento em que aquele amor incondicional não surgiu. Eu só queria sair dali.

Esse estado emocional me acompanhou nos dias seguintes e aquela angústia de não “poder” falar com ninguém sobre o que eu estava sentindo estava acabando comigo. Pra quem eu iria dizer que não estava sentindo o maior amor do mundo por aquele serzinho indefeso? Aquele que eu havia planejado com tanto carinho em conceber? Aquele que eu desejei durante dois anos, tentando e tentando engravidar sem êxito? As pessoas não iriam me compreender, pensava.

Até que um dia antes de eu sair da maternidade, minha maravilhosa obstetra olhou pra mim, pegou na minha mão e disse: bem vida a maternidade real Bru. Chorei, chorei copiosamente. E ela continuou: a maternidade não é um comercial de margarina. Pode acontecer de você olhar pro teu bebê e não sentir aquele amor incondicional que todos falam. E está tudo bem. Chorei mais ainda. Imaginem o meu alivio em ouvir de outra mãe que isso era perfeitamente possível? E o melhor, ela não estava me julgando! Percebi que não estava ficando louca e que realmente estava imersa na maternidade real.

E a partir daí foram dia após dia de angústias, choros e dúvidas, mas também de muito aprendizado, paciência e amor, sem que a maternidade real me deixasse esquecer que ela tinha chegado pra ficar.

E com você? Como foi a chegada do seu baby?

Beijos e até o próximo post!  

E aí gurias, como foi a chegada, e o amor… por aí?

Beijos e até a próxima!

Verônica Muccini

Verônica Muccini é jornalista, mas brinca que tem a alma de Relações Públicas, porém foi na maternidade que descobriu o seu maior desafio. Divide as suas angústias, conquistas e trapalhadas com o pequeno João Henrique aqui no Depois da Chegada.

  • Brunna

    Obrigada pela confiança Vero! Beijos

    27 de maio de 2017 at 00:04 Responder
  • Maiara

    Eu senti isso também, fiquei com muito medo Não sei explicar o porque. Quando vi meu marido chorando ao ver o nascimento do nosso tão planejado bebê fiquei mais emocionada mas não sentia aquele amor pelo bebê mas tbm não podia perde ele de vista so conseguia dormi se ele dormisse mas aquele amor todo demorei uns dias ou derrepente horas não sei, mas claro passou.. Eu tinha na minha cabeça que iria olha pra ele e iria chorar igual todas mamães mas não aconteceu comigo isso, me julguei muito por isso, quando vi vc falando isso nossa me aliviei pois vi que não era so eu, minha gravidez foi planejada por ambos kkk cuidei e cada detalhe com 30 semanas tive trambofolia e na última semana com 38 semanas tive problemas sério em casa, acho que pode ter sido isso que abalou meus sentimentos…..Mas graças a Deus isso tudo passou hoje estou super bem e amo me bebê mais que tudo

    27 de maio de 2017 at 01:50 Responder
    • Brunna

      Oi Maiara, tudo bem? Obrigada por compartilhar tua história conosco 🙂
      Claro que não foi só com você que isso aconteceu, e nem só comigo. Tenho certeza absoluta que várias mamys passaram por isso e, ainda hoje, sentem culpa e vergonha de falar sobre o assunto. Mas estamos aqui pra isso né? tornarmos a maternidade um pouco mais leve, tirando dos nosso ombros alguns fardos que a sociedade nos impõe. Um beijão!

      1 de junho de 2017 at 01:48 Responder

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