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Quando dois sons de coração fazem sentido

Como o tempo é sábio né? Quando descobri a minha gestação foi um choque, afinal o João não estava em nossos planos naquele momento. Ainda lembro quando escutei pela primeira vez o som do coração dele. Ontem, passei o dia das mães só agradecendo pela sapiência do tempo e do destino, pois por mais clichê que seja, não sei como é a vida sem o nosso João. Com vocês um pouco da minha história da gestação.

Depois que descobri a gravidez passei três dias chorando, C-O-P-I-O-S-A-M-E-N-T-E, as pessoas me davam parabéns e honestamente naquelas alturas do campeonato eu não conseguia internalizar e receber aqueles parabéns de verdade. Foram três dias bem difíceis, um misto de sentimentos, medo, aflição, pensava o porque aquilo tinha acontecido comigo. Parecia que eu tinha feito algo de errado, afinal eu estava planejando o meu casamento, com data marcada, fotógrafo contratado, decoração arquitetada, tudo seria de acordo com o que sonhei e no “tempo certo”. E uma gravidez era tudo que eu não estava planejando. Eu iria “pular” esta etapa do casamento, e ir direto pra fase dos filhos. Era como se eu estivesse em um video-game da vida e pulasse direto pra fase 4, a parte em que era casada, com filhos, uma mãe de família. Passou uma semana e voltei pra minha terapia, entendi que as fases do vídeo-game podem mudar e que o tempo certo é o hoje, e que está tudo bem. Passada esta fase da tempestade, veio a bonança e com ela eu precisava urgente achar um obstetra, afinal eu estava com nove semanas de gravidez.

Liguei para quatro profissionais, usei até o nome do papa para conseguir uma consulta, enquanto esperava a resposta de um, já ia ligando para outro, afinal não podia ficar mais um dia sem médico. E foi ai que a secretária da minha obstetra me ligou dizendo que ela iria conseguir me atender. Pensem em um alívio, UFA era a médica que eu queria desde o primeiro momento. Agendado, agora era “só” esperar o dia marcado. Lembro como se fosse hoje o dia da consulta, eu ainda estava um pouco, mentira, estava bastante impactada com a notícia da gravidez, e para mim o simples fato de passar um batom traduz bem o meu “mood do dia” e me dá confiança, coloquei o Diva da MAC (um batom meio marrom/vermelho) e me fui.

Mil e uma coisas passaram na minha cabeça enquanto esperava a minha vez, como seria escutar o coração do bebê pela primeira vez, quais seriam os exames necessários, o que eu estaria proibida de comer, o que deveria evitar, se poderia fazer exercício físico, qual era realmente o tempo da minha gestação, a data prevista do parto, se eu poderia fazer parto normal ou escolher a cesárea, quando eu conseguiria saber o sexo. E, sim fiz tooooooooodas essas perguntas pra médica, acho que deixei ela zonza com tanto questionamento.

Quando escutei o coração do bebê pela primeira vez foi como música para os meus ouvidos. Parece bem clichê e piegas, mas sim foi bem clichê e piegas já que naquele momento a única coisa que eu queria escutar era o coração dele batendo. Cheguei a gravar e mandar no WhatsApp pro meu marido. Aquela coisica pequena na minha barriga se mexia tanto, tanto, taaanto e eu só pensava: “sério mesmo que essa coisinha tão pequena vai virar um bebê”. Tudo passava pela minha cabeça e eu não conseguia pensar em nada além do som do coração na minha barriga.

João, agora com 2 anos, é e sempre será o meu melhor presente. Ouvir ele dizendo: “Te amo, mamãe”. Feliz dia de Mamães… rs… é a certeza que estamos no caminho certo. E que os dois corações permanecem tendo o mesmo sentido. Igualzinho como era na minha barriga.

Feliz dia das mães e da família! <3

E por aí, os som do coração faz sentido também?

Beijos, com carinho!

Verô Muccini

Verônica Muccini

Verônica Muccini é jornalista, mas brinca que tem a alma de Relações Públicas, porém foi na maternidade que descobriu o seu maior desafio. Divide as suas angústias, conquistas e trapalhadas com o pequeno João Henrique aqui no Depois da Chegada.

  • Leila

    Minha primeira gravidez também foi um susto, eu demorei muito pra assimilar e me sentia uma burra por ter deixado acontecer. Mas as coisas acontecem no tempo de Deus, né?
    Me emocionei muito com seu texto. Felicidades pra vc e seu príncipe.

    4 de junho de 2017 at 00:21 Responder
  • Marina

    Me identifiquei super hiper com a sua história. Meu primeiro filho era a mesma situação. Estava terminando faculdade, noiva (preparando festa), cprocurando ap pra comprar e bahhhh… mas hoje nao sei como seria. Sofri muito nos primeiros dias apos descobrir mas hj nao lembro da minha vida sem ele.
    Beijos para vcs

    5 de junho de 2017 at 20:11 Responder
  • Beatriz Amorim

    Que história linda, é de emocionar qualquer um. É normal sentir medo do novo, ainda mais quando vem de surpresa sim. Mas no fim tudo se resolve. Beijos Vê.

    6 de junho de 2017 at 14:20 Responder
  • Cris

    Amor que não se mede é o amor de uma mãe por seus filhos

    7 de junho de 2017 at 00:40 Responder
  • Rafaella

    Muito emocionante o seu relato! Estou grávida de 13 semanas e foi um susto muito grande também, demorei cerca de um mês e meio para assimilar tudo, mas hoje antes mesmo dele nascer, estou completamente apaixonada e sonhando em pegá-lo no meu colo e lhe dar muito amor!

    13 de junho de 2017 at 13:52 Responder

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