to top

“Você é muito mais incrível que imagina”

Por Luana Scholles

Faz um tempo já que, eu Verônica, estou em um processo de autoconhecimento. Na verdade é um pouco mais que isso. É de resiginificação de mim. Re-significar a Verônica profissional, mãe, mulher, amiga. Entender o por que determinadas ações me deixam muito irritada, ou feliz. Entender quando eu, sem querer, perco a paciência com o João. Entender quando acontece o auto-boicote. Assumir responsabilidade pelo meu timão. Meu barco. Parece que é uma coisa tão óbvia, né? Mas não é. E foi numa dessas jornadas que conheci a Luana. A Lu é coaching, mas não é qualquer coaching, ela é daquelas que no salão de beleza te inspira e tu passa hooooras conversando. Foi aí que a convidei para escrever aqui no blog uma vez por mês. E ela topou.

Se tem uma coisa que mulher adora, é um salão de beleza, né? E quando mães se dão ao luxo de poder passar algumas horas no salão, é quase como ganhar na loteria. 
Pois foi assim, num belo dia no salão, que conheci a Verônica, falando pelos cotovelos como eu, toda estilosa (não como eu, rsrs) e mãe de um João como eu. Conversamos sobre trabalho, maternidade, cabelos e um tempo depois, veio a grata surpresa de receber o convite para estar aqui escrevendo pra vocês.  
Meu nome é Luana Scholles, sou Coach de Vida e Realização Profissional, mãe do Cadu de 7 anos e do João Pedro de 4 anos.


Ao longo da minha vida, eu nunca soube com convicção o que queria fazer, quem queria ser. Sabe aquelas pessoas que desde criança dizem que querem ser médicas ou advogadas e assim se tornaram? Pois é, eu não era uma delas…Eu já quis ser professora, advogada cível, nutricionista, dona de loja de roupas, modelo, professora… Eu sou uma metamorfose ambulante  e amo muitas coisas, mas a ÚNICA CERTEZA que eu tinha desde criança, era de que queria SER MÃE. Nunca me passou pela cabeça a possibilidade de não ser mãe, não exercer a maternidade. 

E com essa certeza de ser mãe e de construir uma família, que em 2000 eu conheci meu atual marido. Namoramos, nos mudamos para SC, voltamos para o RS, separamos, voltamos, noivamos, moramos juntos novamente, enfim casamos após 8 anos de relacionamento ( e esse ano completamos 10 anos de casados em 11/10).

Compartilhamos do sonho de construir uma família e ter filhos e fomos presenteados por dois meninos. Sempre brinco que sou “bendita entre os homens” lá em casa. Confesso que tive o sonho de ter uma menina quando engravidei na primeira vez, mas assim que a ecografia confirmou a vinda de um menino, de forma muito rápida e objetiva deixei pra traz o mundo cor-de-rosa e com estampas de oncinha (eu amava as roupas de menina com estampa de oncinha, haha).

Quando entrei em licença maternidade do Cadu, meu primogênito, eu não conseguia me imaginar longe dele, indo trabalhar, deixando ele sob o cuidado de outras pessoas, afinal, “não botei filho no mundo para os outros criarem”, conhece essa frase? Surgiu a possibilidade de empreender, trabalhar de casa para ter ele mais perto  mas não levei a ideia adiante, não sei se por medo, por não saber o que fazer, por falta de recursos financeiros. Enfim, gosto de pensar que não era o momento certo.

Retornei ao trabalho, a separação doeu, mas de certa forma foi tranquila porque fui abençoada de ter minha madrinha cuidando dele e não precisei colocar ele no maternal ou na creche.

Aos poucos fui me sentindo mais a vontade em ter de volta  minha rotina como profissional, como mulher. Voltar a me relacionar com outras pessoas, me arrumar e usar salto alto para trabalhar, usar maquiagem que eu amo, voltar a estudar, aprender, me aprimorar. Nesse momento eu percebi o quanto pra mim era importante estar de volta à minha vida profissional apesar de ser mãe e de que por mais que eu fosse muito realizada com a maternidade, eu não abriria mão do meu trabalho.

Eu estava lidando muito bem com o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, me sentindo bem como mulher, mãe, esposa, amiga, dona de casa (porque não é fácil equilibrar todos esses papéis que nós mulheres desempenhamos). Meu corpo pós- gestação estava “nos trinques” novamente, me sentia sexy e bonita.  Profissionalmente,   tinha atingido um cargo de gerencia de duas escolas de idiomas e vocês não tem noção do quanto isso me empoderava! Sério, eu me achava muito importante! Tínhamos cogitado uma nova gestação mas por conta do meu “sucesso profissional”, tinha conversado com meu marido e pedido a possibilidade de adiarmos um pouco esse plano…. mas foi tarde demais… João Pedro já estava a caminho.

Meus tesouros: Cadu e João. <3

E foi aí que surgiu o coaching, que alinhou tudo o que eu estava buscando: uma profissão, flexibilidade de horários, desenvolvimento de pessoas (porque eu sempre amei pessoas e amo desenvolver pessoas), independência, potencialização das minhas habilidades em meu favor  e favor de outras mulheres que assim como eu, tem diversos papéis para desempenhar, que enfrentam desafios diários, que brigam com o corpo, que se culpam por não serem mães tão perfeitas, mulheres tão perfeitas, profissionais tão perfeitas, não terem uma casa tão organizada, que se viram nos 30 pra dar conta de tudo e que no fundo, o que precisam é enxergar o quanto são incríveis, enxergar que fazem o melhor que podem fazer, enxergar que existem infinitas possibilidades e que podemos a cada dia, buscar ser melhores e viver nossa felicidade.


E eu sei que você, que está me lendo nesse momento, é muito mais incrível que imagina.

Beijos, Luana!

Verônica Muccini

Verônica Muccini é jornalista, mas brinca que tem a alma de Relações Públicas, porém foi na maternidade que descobriu o seu maior desafio. Divide as suas angústias, conquistas e trapalhadas com o pequeno João Henrique aqui no Depois da Chegada.

  • Liliane

    Parabéns Verônica por enxergar a profissional incrível que é a Luana! Parabéns pelo primeiro texto Lu!! Sucesso infinito pra vocês duas! Bjusss!

    23 de outubro de 2018 at 22:04 Responder
    • Luana Scholles

      Obrigada pelo carinho, Lili! ❤

      28 de outubro de 2018 at 20:20 Responder
  • Mariza

    Que legal Luana. Todo dia é uma tentativa de sermos melhores que ontem, realmente. Desistir jamais!

    27 de outubro de 2018 at 09:46 Responder
    • Luana Scholles

      Isso mesmo, Mariza! 1% a cada dia e seremos sempre melhores. Beijo no coração!

      28 de outubro de 2018 at 20:22 Responder

Deixe o seu comentário...